quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
EQUIVALÊNCIAS
Se focarmos a experiência estética em seu princípio, vemos que o gesto no papel é o início de tudo. Por mais que se busquem novos meios, outros suportes, técnicas diferentes, tudo se inicia ali... no papel.
A forma toma corpo na consciência orientada por uma perspectiva comum e, pela força do costume, acaba por parecer natural.
E, no espaço desprovido de profundidade do papel, são estabecidos signos visíveis que para serem compreendidos basta reduzir o desconhecido à conhecido.
Vai-se revelando à princípio sensações elementares como a qualidade material das cores, luz, da textura. Aos poucos vão se revelando o caráter da composição em si, vão se sedimentando os valores importantes e, finalmente, das visões parciais chega-se a um "juízo final".
Ao chegar a outro suporte tudo que precisamos para execução da Obra já está desvendado, tecido em uma rede entrelaçada mas totalmente interdependentes.
Chega-se então ao ápice da idéia inicial!!!!!!!!!!!!
Podemos ver, então, como o papel em si se basta como meio de expressão e como ele se presta à novas descobertas. Que por ele ou através dele alcançamos também a significação da expressão especulativa situada na fronteira da brincadeira lógico-intelectual que permeia o fazer artístico.
domingo, 30 de maio de 2010
nada é assumido como certo antes de ser experimentado...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
As monotipias
Tecnicamente a monotipia é a forma mais simples de impressão. É um desenho ou pintura feito sobre uma superfície lisa, usualmente vidro, plástico (acrílico ou celulóide) ou metal (cobre ou alumínio). Enquanto este desenho ou esta pintura estiver com a tinta fresca, uma folha de papel é colocada sobre o mesmo e a impressão é obtida através da pressão no reverso da mesma, seja com o emprego de uma colher, ou baren, ou com emprego de uma prensa, a mesma usada na impressão de gravuras em metal.
A este processo de transferência direta chama-se (mono) = única e (tipia) = impressão.
Devido ao fato da monotipia produzir somente uma única impressão ao invéz de impressões múltiplas, existe uma certa relutância por parte do mercado de arte de chamar a monotipia como gravura.
As segundas ou terceiras impressões tiradas desta mesma chapa denominam-se “fantasmas”.
As monotipias tiveram um grande incremento durante o século XIX, apesar de que os conhecimentos necessários para a feitura das mesmas já existirem desde o século XV.
Cerca de meados de 1960, dois pintores, Rembrandt van Rijn, em Amsterdã e Giovanini Benedetto Castiglione, em Genova, começaram a manipular a tinta de impressão nas chapas de suas gravuras, de modo a obterem uma impressão em tom contínuo, análogo às aguadas obtidas em uma aquarela (convem lembrar que àquela época ainda não se havia descoberto o processo da aguatinta).
A única prática de gravura existente àquela época que produzia um tom contínuo era o mezzotint, que ainda estava na sua infância.
Ambos se envolveram profundamente com as texturas da tinta e executaram centenas de desenhos usando pincéis e outros instrumentos que produziam pinceladas largas.
Em suas gravuras, ambos conseguiram efeitos tonais através do uso das rebarbas da ponta seca, de modo que a superfície da chapa apresentasse um tipo de abrasão, ou utilizando morsuras intencionais ou mesmo acidentais, tipo granular.
Uma diferença básica separa os dois: Rembrandt deixava uma película de tinta em certas áreas de suas chapas de cobre gravadas, enquanto Castiglione desenhou sobre a tinta aplicada em uma chapa de cobre. Foi, pois, Castiglione o primeiro artista a produzir realmente a verdadeira monotipia.
Entre
O maior inovador do processo e praticante da monotipia foi Edgar Degas, no século XIX. Camille Pissaro tomou conhecimento das monotipias de Degas na 3ª. Exibição dos Impressionistas, em 1877, e a partir daí eles tentaram combinações complexas em um projeto de gravuras (1879-1890).
Outros artistas juntos ao círculo de amizade de Degas e que tentaram a monotipia foram: Paul Gauguin, Mary Cassatt, Toulouse-Lautrec e Edouard Manet.
No século XX, artistas como Picasso, Matisse, Georges Rouault, Jean Dubuffet, Max Ernest, Paul Klee, Jasper Jones e Joan Miro, expandiram as possibilidades da monotipia.
Na América do Norte, diversos artistas também produziram monotipias, entre eles: Maurice Prendergast, Frank Duveneck, William Merritt Chase, Charles A. Walker, Robert Henri e John Sloan. No Brasil temos os trabalhos fantásticos de Mira Schendel que se destacaram muito nos ultimos anos.

quinta-feira, 11 de março de 2010
O Papel do Papel...
Vamos lá.
O Papel do papel....... a grande variedade de papéis instigam e permitem a pesquisa das mais variadas técnicas.
Apesar do preconceito de muitos por achá-los frágeis é certo que se bem conservados duram tanto ou mais que telas.
Meu encantamento por eles vem desde que "me conheço por gente", e olha que já faz um bom tempo!!!!!
Ele é exigente com nossos gestos e não permite vacilações, arrependimentos ou uso inadequado.
Em troca nos oferece transparências, sutilezas, leveza, frescor do gesto, entre outras dádivas.
Vou mostrar aqui alguns trabalhos meus e de outros artistas para vocês verem algumas possibilidades que ele ofereço.

