segunda-feira, 21 de junho de 2010

EQUIVALÊNCIAS


Se focarmos a experiência estética em seu princípio, vemos que o gesto no papel é o início de tudo. Por mais que se busquem novos meios, outros suportes, técnicas diferentes, tudo se inicia ali... no papel.

A forma toma corpo na consciência orientada por uma perspectiva comum e, pela força do costume, acaba por parecer natural.

E, no espaço desprovido de profundidade do papel, são estabecidos signos visíveis que para serem compreendidos basta reduzir o desconhecido à conhecido.

Vai-se revelando à princípio sensações elementares como a qualidade material das cores, luz, da textura. Aos poucos vão se revelando o caráter da composição em si, vão se sedimentando os valores importantes e, finalmente, das visões parciais chega-se a um "juízo final".

Ao chegar a outro suporte tudo que precisamos para execução da Obra já está desvendado, tecido em uma rede entrelaçada mas totalmente interdependentes.
Chega-se então ao ápice da idéia inicial!!!!!!!!!!!!

Podemos ver, então, como o papel em si se basta como meio de expressão e como ele se presta à novas descobertas. Que por ele ou através dele alcançamos também a significação da expressão especulativa situada na fronteira da brincadeira lógico-intelectual que permeia o fazer artístico.